Unica Postagem

Inauguração do Livro Mágico

09/11/2016

 

 

Olá gnomos e gnomas!

 

É com grande prazer que inauguro o blog do Bosque dos Gnomos! Nomeado como: Livro Mágico! Um livro que será escrito por mim mesmo, Victor Valentim, o gnomo que criou o Bosque dos Gnomos. No livro de magias, contarei para vocês, primeiramente um pouco sobre minha história, ensinarei magias, poções, feitiços, receitas mágicas e muito mais!

 

Resolvi criar o livro de magias, por ser uma forma de eu poder passar um pouco de meu conhecimento e vivência dentro do mundo da magia para todos vocês, sendo uma forma de eu poder manter o contato com todos vocês gnomos e gnomas :)

 

Primeiramente, gostaria de me apresentar a vocês.

 

Bom, tenho 25 anos, pratico a magia natural desde que me conheço por gente. Incrivelmente, não tenho ninguém que me passou a vontade de conhecer este mundo mágico dos elementais, algum familiar, bruxa sacerdotisa ou coisa do tipo.

 

A primeira vez que tive contato com este mundo “esotérico” foi quando eu tinha lá pros meus 4 anos de idade, foi quando uma professora da minha escolinha resolveu se fantasiar de um gnomo.

 

Ela sempre se fantasiava de personagens, como princesas, lobo mau, personagens do folclore entre outros. Só que desta vez se apresentou para nós com barba, um chapéu vermelho pontudo, e vestes de uma pessoa que vivia na floresta, cheia de bolsos e bolsinhas misteriosas onde guardava seus pós mágicos e ervas, junto a uma linda maçã vermelha em sua mão e um belo sorriso em sua face.

 

Junto a ela, trouxe um livro de Gnomos, onde neste, mostrava sua moradia, o seu dia-a-dia de gnomo, que vivia num mundo mágico dentro da floresta, junto aos animais e seres encantados. Pelo o que me lembro, este foi meu primeiro contato com elementais e a magia.

 

A partir deste este dia, tudo isto começou a me fascinar! Saber que podíamos viver num mundo cheio de encantamentos, criaturas mágicas, fadas, dragões, sereias e duendes. E foi assim que meu sonho começou: poder viver dentro deste mundo mágico. (Por isto o nome da criação Bosque dos Gnomos).

 

Passando o tempo aprendi a ler e a escrever, que foi a segunda faze mais feliz de minha vida, o dia que conheci um local chamado biblioteca, onde existiam diversos livros coloridos cheio de histórias. Esta mesma professora, dizia que com os livros poderíamos viajar para diversos mundos mágicos a hora que quiséssemos!

 

Lá pros meus 11 anos, eu me saciava nos livros de magia do Scott Cunningham (que particularmente sempre foi meu autor favorito), Ann Moura, Laurie Cabot, Gerina Dunwich e claro, entre contos e histórias infantis que envolviam fadas, gnomos, bruxas, fantasmas e cavaleiros. Logo aos 12 anos tive a oportunidade de conhecer a Casa de Bruxa, como sou residente da cidade de Santo André - SP, sempre passava por frente a este local, que mais parecia um castelo, uma casa cheia de magias e seres encantados. Com um grande chapéu de bruxa logo em sua entrada, e um lindo gramado ao seu redor. Mas minha mãe sempre falava: "Victor, lá não tem nada pra você! É coisa pra gente grande!"

 

Depois de muito esforço, choros e birras, como um bom pisciano que sou, consegui fazer com que ela me levasse pra conhecer o local que obtive meu primeiro contato com a magia junto a outras pessoas, que também viviam dentro deste universo encantado.

 

Antes de conhecer a Casa de Bruxa, eu vivi minha infância trancada em um quartinho no fundo da minha casa ao lado da lavanderia (não como o Harry Potter, foi escolha minha), onde tinha meu altar mágico, cheio de bruxinhas e gnomos que eu adquiria em torno do tempo, sempre pedi para ganhar bruxinhas ou gnomos, varinhas ou caldeirões de natal, e quando eu ganhava!

 

Era a maior felicidade do mundo! Criava feitiços e magias, com rosas, leite e mel, fazendo feitiços para o amor e testando em mim mesmo ou em meus pais. Conversava com os gnomos e fadas, sereias e elementais do fogo.

 

Eu me diverti por muito tempo! Estudando e “brincando” de ser bruxo, criando feitiços e magias, para alegria, felicidade, prosperidade, cura e proteção.

 

Escrevia todos os dias em meu livro mágico (que se tornou um livro das sombras), criando diversos rituais simples que eu praticava em meu quartinho. Sempre conectado a uma magia natural, nada com muitos efeitos especiais, espadas, athames, cetros ou coisas do tipo. Apenas era eu, comigo mesmo, e os elementais, as vezes com a ajuda de algumas ervas que eu pegava escondido da dispensa de minha mãe sem que ela soubesse. E eu amava, era a forma que eu entrava em conexão ao poder da magia e os elementais. Era a forma que eu tinha para ter acesso a este local paralelo. Eu não via a hora de chegar da escola, me trancar em meu quartinho minúsculo, e ler, estudar, escrever, criar rimas e bolar poções.

 

Minha mãe e sua única preocupação na época era:

"Você não faz nada do mal né?"

 

E logo eu dizia que não. Para ela fazer algo “do mal” seria realmente causar mal a alguém, e eu nunca me importei muito com isto. Estava mais preocupado em sentir a energia deste universo! Com o “ok”da minha mãe, continuei estudando. Nunca fui uma criança que aprontava na escola ou dava muito trabalho aos professores. Sempre os tratava de igual para igual, e amava dar maçãs, rosas ou presentinhos da natureza para eles. Tenho uma imensa gratidão a todos os professores que já passaram pelo meu caminho, por terem me ensinado a ler, escrever, e saber respeitar as pessoas igualmente!

 

Meu pai como um bom taurino, nunca se importou muito com eu no mundo da magia, ele sempre viveu trabalhando horrores, e achava estranho eu ficar trancado dentro de um quarto com incensos ou velas. A preocupação dele, sempre foi e ainda é até hoje, de eu botar fogo na casa, apenas, rs.

 

Quando jovem eu dava aulas de tarot, com uma revistinha que minha avó havia comprador na banca de jornal do centro de Santo André por apenas R$3,99. Chamava o pessoal do meu prédio, e “tirava” tarot, ensinava eles como fazer tiragens, aplicava massagens nos pés, e fazia um tipo de cura pela mão de uma forma intuitiva, eu buscava sempre poder expandir meu conhecimento aos outros.

 

Bom, voltando ao o que eu estava dizendo interiormente, aos 12 anos fui a Casa de Bruxa e conheci uma bruxa com um nome bem mágico, Micherlotta Najara. Minha primeira professora de Bruxaria. Minha mãe me levou, desconfiada, porém de coração aberto. E foi aí que chegamos a conhecer os profissionais do local, todas as salas lindas e encantadas, com cheiro de ervas e incensos, e logo me senti em casa e sabia que era o que eu precisava para completar meu caminho. Na época existia um curso para crianças chamado: “No rastro da Vassoura”. Quando fiquei sabendo, meus olhos se arregalaram, e minha mãe viu que a professora era “do bem”, e claro, intuição de mãe nunca falha.

 

Micherlotta me ensinou a prática em grupo e a conexão aos 4 elementos, a parte da teoria, eu já tinha certa noção pelos estudos que eu havia feito em casa. Mas o que ela me ensinou de verdade, e que levarei sempre seus ensinamentos juntos ao meu coração, foi de trilhar o caminho do amor e da bondade.

Isto, realmente, não há livro que ensine.Em nossos rituais, todos éramos iguais, não existia uma hierarquia entre nós nem entre nós e a própria professora. Éramos todos seres de luz, pulsando a energia da natureza! Nos abraçávamos, compartilhávamos e fazíamos tudo junto.

 

A partir daí, foi quando eu realmente comecei a me conectar com a verdadeira essência da Bruxaria. Me formei no rastro da vassoura, e continuei com alguns cursos após isto, xamanismo, reiki, entre outros. Aos 16 anos, a idade que na época que era permitida para iniciar o curso de Bruxaria.

 

Fiz o curso, me iniciei, me formei em diversos cursos após isto, comecei a praticar rituais públicos lá, conheci uma bruxa incrível chamada Tânia Gori, minha “sacerdotisa” que não gosta de ser chamada assim, prefere que tratemos ela como amiga, companheira, onde na verdade, sempre foi considerada uma grande mãe para mim. Foi ela quem trouxe a confiança de eu lutar e batalhar para realizar todos os meus maiores sonhos.

 

Aos 18 comecei a faculdade de moda, trabalhei em empresas grandes de varejo como estilista. E na hora vaga montava aulas de Bruxaria, magia, quiromancia, herbologia, entre outras coisas.

 

Encontrei um grande prazer que eu sempre tive, ensinar os outros, não importa o quanto, mas só de poder passar um pouco do meu conhecimento para os outros, isto sempre foi meu grande “tesão”.

 

Nunca gostei de pessoas ou professores que se gabavam dos cursos que haviam feito. Tive alguns que diziam ser formados  em magias por magos do “grau x”, ou de cursos ocultos onde tudo era segredo, covens escondidos nos montes do himalaia, bruxas cegas que ensinavam as artes das trevas. Para mim o que sempre importou, foi você passar sua magia e sua Bruxaria como prática de vida. De que forma?

Sendo amável, transmitindo a alegria, tirando sorriso do rosto das pessoas, trazendo o bem-estar e a felicidade de viver! Isto sim para mim foi e sempre será a magia. Tudo isto junto a conexão com a natureza e aos elementos e elementais, está é a forma mais pura de magia que pode ser praticada.

Tempo vai e tempo vem, a crise chegou, fui demitido de minha última empresa de moda, onde fazia calças jeans para “popozudas” no Brás, daquelas com muitos brilhantes e apertadas a vácuo.

 

Em janeiro de 2016, criei a página Bosque dos Gnomos, onde eu postava algumas magias que eu havia feito e funcionavam, dicas, frases e imagens. Então comecei fazendo poções mágicas, essências, aromatizadores de ambientes, e sempre, colocava muito amor em tudo que criava. Este é o segredo do sucesso. Consegui juntar um dinheiro dos bazares que fazia, e obtive a ajuda de minha mãe para criar o Bosque dos Gnomos. Que é o espaço de onde estou escrevendo neste momento.

 

Criei o Bosque dos Gnomos, para as pessoas. Não para mim. Eu sempre busquei um local para me conectar aos elementais, e fugir um pouco da realidade do mundo, e por isto este espaço foi criado. Para as pessoas virem até ele, e sentirem-se com boas energias, conectados a natureza, fazerem amigos e trocarem seus próprios conhecimentos! Na magia não existe aquele que sabe mais que o outro, existe o respeito, de aceitarmos a evolução do próximo. E graças, aos gnomos, fadas, ondinas e salamandras. Pude realizar um sonho de criar este espaço mágico. A minha maior alegria em ter este local, é de ver as pessoas vivenciando a magia junto a mim. Ver elas sorrindo, abraçando os outros, e sentindo se bem em estarem aqui. Sinto que meus sonhos, se realizam, há cada dia que se passa aqui.

 

Bom, como este foi o primeiro texto de nosso Livro Mágico, nada mais justo vocês conhecerem um pouco da história deste gnomo que resolveu ir contra o mundo, e trabalhar dentro do mundo da magia, não é? Agradeço a você ter fornecido um tempo para ler um pouco de minha história, cada um de vocês sem exceção, faz parte do meu caminho, e sou eternamente grato por vocês existirem!

 

Por hoje e só,

Beijos de nariz!

Victor Valentim

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